Hipermobilidade Articular na Criança

Crianças capazes de estender as articulações além do habitual, como abertura das pernas, extensão dos cotovelos, colocar as mãos espalmadas no chão sem dobrar as pernas, entre outros movimentos das articulações com a amplitude maior que o normal, podem ter a chamada hipermobilidade articular ou frouxidão ligamentar como também é conhecida.

A hipermobilidade articular é uma doença extremamente comum em crianças e jovens, acometendo entre 10 a 30% das crianças com idade inferior a 10 anos e particularmente no sexo feminino.

As articulações que, em geral, são mais afetadas são:

  • Joelhos
  • Ombros;
  • Cotovelos;
  • Punhos;
  • Dedos.

A hipermobilidade é um fator comum, principalmente em crianças mais novas, pois seus tecidos conjuntivos ainda não estão totalmente desenvolvidos, podendo perder essa condição com a idade.

Causas da hipermobilidade articular

Geralmente as articulações hipermóveis surgem sem quaisquer condições de saúde subjacentes, isto é, é uma hipermobilidade benigna. Pode ser herdada geneticamente ou adquirida com anos de treinamento e alongamento, como acontece com alguns bailarinos e ginastas.

Algumas pessoas, já na fase adulta, com articulações hipermóveis podem apresentar dor nas articulações, chamado Síndrome de Hipermobilidade Articular.

Em situações raras, as articulações hipermóveis surgem devido a uma síndrome congênita associada, entre as condições que podem causar hipermobilidade estão:

  • Síndrome de Down: condição genética originada pela presença de três cromossomos  21 nas células, ao invés de dois. Por essa razão também é conhecida como Trissomia do cromossomo 21.
  • Disostose cleidocraniana: distúrbio hereditário do desenvolvimento ósseo.
  • Síndrome de Ehlers-Danlos: síndrome hereditária que afeta a elasticidade.
  • Síndrome de Marfan: distúrbio raro do tecido conjuntivo que causa anomalias nos olhos, ossos, coração, vasos sanguíneos, pulmões e sistema nervoso central.
  • Síndrome de Morquio: é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento do esqueleto, especialmente da coluna, enquanto o restante do corpo mantém seu crescimento normal.

Quando procurar tratamento

O paciente que apresenta hipermobilidade articular precisa de fortalecimento muscular, sobretudo onde envolve a articulação, através de exercícios ou fisioterapia. 

O tratamento precisa ser individualizado, considerando as queixas clínicas e resultados de exames físicos.

É importante destacar que os períodos de inatividade aumentam os sintomas de hipermobilidade. Diante disso, recomenda-se um programa de exercícios de resistência progressiva, focado em músculos específicos. Andar de bicicleta e natação estão entre as atividades mais recomendadas.

Se você ficou com alguma dúvida, não deixe de procurar o diagnóstico correto. Marque sua consulta  com um ortopedista infantil.

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