Menisco discóide do diagnóstico ao tratamento

O menisco discóide ocorre quando essa estrutura (formada por cartilagem que fica entre os ossos do joelho) se desenvolve com um formato anormal, podendo ser oval e mais espesso.

O menisco é responsável por absorver o impacto entre os ossos do joelho conforme o movimento desta articulação, servindo como um amortecedor e aumentando a superfície de contato entre o fêmur e a tíbia.  

Os sintomas do menisco discóide podem ter início na infância, crianças que possuem este problema podem ser mais propensas a sofrer lesões e dor no joelho, comparado com pessoas que tenham um menisco normal. 

Alguns pacientes com esta anomalia podem passar a vida inteira sem nenhum sintoma. Caso nunca ocorra dor e desconforto, nenhum tratamento é necessário.

Entendendo o menisco discóide 

Os meniscos são uma estrutura em forma de “C”, que funciona como um amortecedor de impacto entre os ossos da coxa (fêmur) e da canela (tíbia). Auxiliam no movimento desta articulação e protegem a cartilagem que cobre a extremidade desses ossos.

Existem dois meniscos no joelho, são eles:

  • Menisco medial, localiza-se na parte interna do joelho;
  • Menisco lateral, localiza-se na parte externa.

Quando o menisco tem um formato de meia lua ou círculo completo, ele é considerado um menisco discóide, seu formato normal seria o de uma lua crescente, cobrindo somente as bordas da articulação. O problema ocorre mais frequentemente no lado lateral (fora) do joelho, podendo ocorrer em ambos joelhos ao mesmo tempo.

Vamos conhecer os três tipos de menisco discóide:

  • Incompleto: um pouco mais espesso e largo que o normal;
  • Completo: quando a estrutura cobre completamente o osso da tíbia;
  • Wirisberg hiper móvel: ocorre quando não há ligamentos unindo o menisco e os ossos da tíbia e fêmur, fazendo com que ele se mova dentro da articulação, causando instabilidade.

Um joelho com menisco discóide é mais propenso a sofrer lesões, comparado com um joelho que não possua essa condição.

Causas e sintomas

É uma doença congênita (presente no nascimento da criança), suas causas são desconhecidas. 

Crianças que possuem menisco discóide, podem sofrer lesões com a prática de atividades físicas de alto impacto, principalmente esportes que exigem mudanças rápidas de direção, podendo causar torção na articulação.

Os principais sintomas que a criança com esta doença pode sentir, são:

  • Dor;
  • Rigidez ou inchaço;
  • Travamento no movimento do joelho e estalos;
  • Flexibilidade do joelho prejudicada.

Diagnóstico do menisco discóide 

O ortopedista infantil irá examinar o joelho da criança, fazendo um movimento com o joelho dobrado e estendido, em muitos casos de menisco discóide, ao fazer esse movimento pode se ouvir um estalo. 

Em casos mais extremos o menisco pode sair da articulação do joelho e ser visto debaixo da pele. 

O exame de ressonância magnética pode auxiliar o ortopedista infantil a identificar o formato anormal do menisco discóide, pois cria imagens mais detalhadas dos tecidos moles que fazem parte da articulação do joelho.

Tratamento 

O tratamento cirúrgico é recomendado pelo ortopedista pediátrico quando a criança possui sintomas de dor, estalos, entre outros. 

O procedimento utilizado para a correção do menisco discóide é a artroscopia do joelho. Este método consiste na introdução de uma câmera e instrumentos cirúrgicos minúsculos, através de pequenas incisões na pele. 

Existem alguns tratamentos que podem ser realizados de acordo com cada tipo de menisco discóide. Confira alguns procedimentos feitos com a artroscopia:

  • Saucerização: procedimento que o menisco é cortado e remodelado, pode ser utilizada para menisco discóide completo e incompleto;
  • Em casos raros de Wirisberg hipermóvel  pode ser feita a saucerização e aplicação de pontos para estabilizar o menisco junto com o revestimento da articulação.

Recuperação após a cirurgia

Após o procedimento cirúrgico, em alguns casos é necessário o uso de muletas para auxiliar na caminhada e recuperação da cirurgia. Crianças menores que não tenham equilíbrio para utilizar as muletas, podem receber indicação para uso de andadores por algumas semanas. 

Para a recuperação da mobilidade e força da musculatura o ortopedista infantil prescreverá exercícios de fisioterapia.

Grande parte dos pacientes retorna normalmente às atividades após o procedimento para corrigir o menisco discóide. O ortopedista infantil em alguns casos recomenda que o paciente não pratique exercícios com maior impacto na articulação do joelho, para evitar lesões futuras. 

Ficou com alguma dúvida sobre este assunto? Marque uma consulta para que seu filho tenha um diagnóstico com o ortopedista infantil.

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