- 07/08/2026
- Dr. João Pedro
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Diagnóstico da Instabilidade Patelofemoral em Adultos Jovens: Como Identificar a Causa Real do Problema
Precisa de avaliação ortopédica para o seu filho? Entre em contato com o Dr. João Pedro Rocha, ortopedista pediátrico em São Paulo.
Por que o diagnóstico correto muda tudo
Muitos adultos jovens com instabilidade patelofemoral já passaram por mais de um profissional antes de chegar a um diagnóstico claro. Isso acontece porque a instabilidade patelar tem várias causas possíveis, e cada uma exige uma investigação específica. Um diagnóstico superficial que trata todo mundo como "dor no joelho" costuma levar a tratamentos que não resolvem o problema de verdade. Por isso, a avaliação precisa combinar uma conversa detalhada sobre o histórico, um exame físico minucioso e exames de imagem direcionados.
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A conversa inicial: entendendo sua história
A primeira etapa do diagnóstico é entender exatamente o que está acontecendo com o seu joelho: quantas vezes a patela já saiu do lugar, como isso costuma acontecer (o mecanismo mais comum é girar o corpo com o pé fixo no chão), se você sente uma sensação de "apreensão" mesmo sem luxação completa, e se há histórico de instabilidade na família ou frouxidão articular generalizada. Esses detalhes ajudam a direcionar toda a investigação seguinte.
O exame físico
No consultório, avalio primeiro como você anda e como o joelho se comporta em pé, observando alinhamento, formato do pé e ângulo do joelho. Em seguida, faço testes específicos:
- Teste de apreensão: com o joelho parcialmente dobrado, aplico uma leve pressão sobre a patela em direção lateral. Se você sente medo ou o músculo da coxa se contrai automaticamente para "proteger" o joelho, esse é o sinal mais característico de instabilidade patelar.
- Teste de deslizamento (glide test): avalia o quanto a patela se move lateralmente dentro do sulco do fêmur.
- Avaliação rotacional: meço a rotação do quadril e da tíbia, já que alterações rotacionais dos membros são uma causa frequentemente negligenciada de instabilidade "refratária".
- Avaliação de frouxidão ligamentar: uso uma escala validada para verificar se você tem uma frouxidão articular generalizada, o que também influencia o risco de recorrência.
Precisa de avaliação ortopédica para o seu filho? Entre em contato com o Dr. João Pedro Rocha, ortopedista pediátrico em São Paulo.
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Exames de imagem: enxergando o que não dá para sentir no exame físico
- Radiografias: são o primeiro exame solicitado, incluindo incidências específicas que permitem medir a altura da patela e identificar o formato do sulco troclear (displasia troclear).
- Ressonância magnética: é o exame mais importante no planejamento, pois mostra com detalhe a integridade do ligamento patelofemoral medial (o principal estabilizador da patela), possíveis lesões na cartilagem, a distância entre a tuberosidade tibial e o sulco troclear (a chamada distância TT-TG) e o grau de displasia troclear.
- Tomografia computadorizada: em alguns casos, é necessária para medir com mais precisão o alinhamento rotacional do fêmur e da tíbia, especialmente quando há suspeita de rotação aumentada contribuindo para o problema.
Classificando o tipo de displasia troclear
Quando existe displasia troclear, ela é classificada em quatro graus (de A a D), do mais leve ao mais grave. Essa classificação é importante porque os graus mais avançados de displasia estão associados a maior risco de a instabilidade voltar, e podem influenciar diretamente qual tratamento cirúrgico é mais adequado para o seu caso.
O que pode ser confundido com instabilidade patelofemoral
Nem toda dor na frente do joelho é instabilidade patelar verdadeira. É fundamental diferenciar a instabilidade de outras condições que também causam dor na região, como a síndrome da dor patelofemoral (dor sem episódios de luxação), lesões do ligamento cruzado anterior, lesões de menisco, tendinopatia patelar e desgaste articular isolado. Essa diferenciação é decisiva, porque o tratamento de cada uma dessas condições é bem diferente: na dor patelofemoral sem instabilidade, por exemplo, a ressonância magnética costuma ser normal e o tratamento conservador resolve a maioria dos casos, enquanto na instabilidade verdadeira com fatores anatômicos de risco, a cirurgia pode ser necessária para evitar novos episódios.
Leia mais sobre: Tratamento da Instabilidade Patelofemoral: Fisioterapia e Cirurgia Preservadora do Joelho
O próximo passo
Depois de reunir a história, o exame físico e as imagens, é possível identificar exatamente qual combinação de fatores está causando a instabilidade no seu caso específico e é justamente essa combinação que vai definir, na etapa seguinte, se o tratamento indicado é conservador ou cirúrgico, e qual técnica cirúrgica melhor se adapta à sua anatomia.
Precisa de avaliação ortopédica para o seu filho? Entre em contato com o Dr. João Pedro Rocha, ortopedista pediátrico em São Paulo.
Por que Consultar um Ortopedista Infantil em São Paulo?
Contar com um ortopedista infantil em São Paulo com formação nacional e internacional em centros de excelência é fundamental para indicar e realizar a artroscopia do joelho e do quadril com segurança em crianças e adolescentes. O Dr. João Pedro Rocha, reconhecido ortopedista infantil em São Paulo, completou fellowship com foco em cirurgia preservadora do joelho e do quadril no Queensland Children's Hospital, em Brisbane, na Austrália, aprofundando sua experiência em cirurgia minimamente invasiva nessas articulações. Também membro da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE), ele acompanha cada etapa da avaliação inicial à reabilitação pós-artroscopia, garantindo crescimento saudável e função articular plena do paciente jovem, do esportista amador ao atleta de alto rendimento.
Dr. João Pedro Rocha
Ortopedista Infantil em São Paulo
Dr. João Pedro Ramos Sampaio Rocha é ortopedista especializado em cirurgia preservadora e artroscopia do joelho e do quadril, da infância ao adulto jovem (0 a 30 anos). Formado pela Faculdade de Medicina da USP, completou residência em Ortopedia e Traumatologia no Hospital das Clínicas e especializou-se em ortopedia pediátrica na mesma instituição. Realizou seu fellowship internacional com ênfase em cirurgia do joelho e do quadril no Queensland Children's Hospital, em Brisbane, Austrália, referência mundial em ortopedia pediátrica. Suas áreas de expertise incluem instabilidade patelofemoral, lesões ligamentares e meniscais no atleta jovem, impacto femoroacetabular, displasia do desenvolvimento do quadril e doença de Perthes. É membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica (SBOP) e da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE).
Agende sua consulta com Dr. João Pedro Rocha, ortopedista infantil em São Paulo.

