Displasia do Quadril

Resumo rápido:

  • O que é displasia do quadril?
  • Quais são os sintomas da displasia do quadril?
  • Quais são as causas da displasia do quadril?
  • Como é feito o diagnóstico da displasia do quadril?
  • Quais são as opções de tratamento para a displasia do quadril?
  • A displasia do quadril pode ser prevenida?
  • Quais são as complicações se a displasia do quadril não for tratada?
  • A displasia do quadril é hereditária?
  • Quais são os fatores de risco para desenvolver displasia do quadril?
  • Como é o prognóstico para crianças com displasia do quadril?

O que é displasia do quadril?

A Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ) é uma condição ortopédica caracterizada pelo desenvolvimento anormal da articulação coxofemoral, variando desde uma leve instabilidade até a luxação completa da cabeça femoral em relação ao acetábulo. Historicamente conhecida como “luxação congênita do quadril”, o termo foi atualizado para abranger uma variedade mais ampla de apresentações clínicas.

Quais são os sintomas da displasia do quadril?

Os sinais clínicos da DDQ variam conforme a idade e a gravidade da condição. Nos lactentes, podem ser observados:

  • Assimetria nas pregas cutâneas da coxa ou nádega;

  • Limitação da abdução do quadril afetado;

  • Encurtamento aparente do membro inferior, evidenciado pelo sinal de Galeazzi positivo. 

Em crianças mais velhas, podem surgir:

  • Marcha claudicante;

  • Dor no quadril ou na região inguinal;

  • Desigualdade no comprimento dos membros inferiores.

Quais são as causas da displasia do quadril?

Displasia do Quadril
Assimetria das pregas cutâneas em bebê com displasia do quadril

A Displasia do Quadril possui uma etiologia multifatorial, resultante da interação entre fatores genéticos, mecânicos e ambientais. Segundo Salter (1999), no clássico “Disorders of the Hip in Children”, fatores genéticos desempenham um papel essencial na predisposição familiar, enquanto fatores mecânicos intrauterinos, como o posicionamento fetal inadequado, exercem pressão anormal sobre a articulação do quadril em formação.

Entre os fatores mecânicos, destaca-se a apresentação pélvica durante o parto, que aumenta significativamente o risco de instabilidade da articulação coxofemoral. Já os fatores ambientais incluem restrição de espaço intrauterino, especialmente em primigestas, e condições como oligohidrâmnio.

A orientação de um ortopedista infantil é fundamental para identificar esses fatores de risco precocemente e direcionar condutas preventivas e diagnósticas eficazes.

Displasia do Quadril

Como é feito o diagnóstico da displasia do quadril?

O diagnóstico precoce é fundamental e baseia-se em:

  • Exame físico neonatal, utilizando as manobras de Ortolani e Barlow para detectar instabilidade articular;

  • Exames de imagem: a ultrassonografia é preferida em bebês até seis meses, enquanto a radiografia é mais indicada após essa idade.

Quais são as opções de tratamento para a displasia do quadril?

O tratamento varia conforme a idade e a gravidade da DDQ:

  • Recém-nascidos e lactentes até 6 meses: uso do suspensório de Pavlik, que mantém o quadril em posição de flexão e abdução, promovendo o desenvolvimento adequado da articulação.

  • Lactentes entre 6 e 18 meses: pode ser necessária a redução fechada sob anestesia, seguida de imobilização com gesso pelvipodálico.

  • Crianças acima de 18 meses: frequentemente requerem intervenção cirúrgica, como osteotomias pélvicas ou femorais, para realinhar e estabilizar a articulação.

A displasia do quadril pode ser prevenida?

Displasia do Quadril

Embora a Displasia do Quadril não seja totalmente prevenível, existem medidas preventivas comportamentais que podem reduzir significativamente seu risco. Entre elas, destaca-se evitar envolver o bebê com as pernas estendidas e juntas, prática que limita a mobilidade fisiológica da articulação coxofemoral e pode favorecer o deslocamento da cabeça femoral.

De acordo com Staheli (2001), no renomado livro “Pediatric Orthopedic Secrets”, práticas como o uso de carregadores ergonômicos que mantêm os quadris em abdução e flexão são recomendadas como forma de profilaxia mecânica em recém-nascidos com fatores de risco.

A avaliação precoce por um Ortopedista Pediátrico Especialista em Quadril é essencial para identificar sinais de instabilidade e orientar pais e cuidadores sobre a postura ideal do bebê, além de reforçar a importância do diagnóstico nos primeiros meses de vida, período crítico para a formação adequada da articulação.

Displasia do Quadril

Quais são as complicações se a displasia do quadril não for tratada?

Se não tratada, a DDQ pode levar a:

  • Desigualdade no comprimento dos membros inferiores;

  • Marcha claudicante;

  • Desenvolvimento precoce de osteoartrite;

  • Dor crônica e limitações funcionais.

A displasia do quadril é hereditária?

A Displasia do Quadril apresenta, sim, um importante componente genético. Estudos demonstram que a condição é mais frequente em famílias com histórico da doença, especialmente quando há parentes de primeiro grau afetados. De acordo com A. T. Tachdjian, no clássico “Pediatric Orthopedics” (4ª ed.), a incidência de displasia é cerca de 12 vezes maior em crianças cujos pais ou irmãos apresentaram a patologia.

Além da predisposição genética, a herança poligênica associada a fatores ambientais contribui para a manifestação clínica. Por isso, é essencial que crianças com antecedentes familiares sejam acompanhadas por um Ortopedista Pediátrico Especialista em Quadril, visando o diagnóstico precoce e a prevenção de complicações

Quais são os fatores de risco para desenvolver displasia do quadril?

Displasia do Quadril
Radiografia evidenciando luxação congênita do quadril

Além da história familiar, outros fatores de risco incluem:

  • Sexo feminino;

  • Primiparidade (primeira gestação);

  • Apresentação pélvica ao nascimento;

  • Oligohidrâmnio (baixo volume de líquido amniótico);

  • Peso elevado ao nascer;

  • Deformidades associadas, como torcicolo congênito e deformidades nos pés.

Displasia do Quadril

Como é o prognóstico para crianças com displasia do quadril?

O prognóstico é geralmente favorável quando a DDQ é diagnosticada e tratada precocemente. Intervenções adequadas nos primeiros meses de vida podem resultar no desenvolvimento normal da articulação do quadril. No entanto, atrasos no diagnóstico ou tratamento podem aumentar o risco de complicações a longo prazo, como osteoartrite precoce e limitações funcionais.

O Dr João Pedro Rocha, ortopedista pediátrico em São Paulo, oferece diagnóstico e tratamento adequado para DCQ LCQAgende aqui uma consulta para seu filho ou filha.

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Dr. João Pedro Rocha

Ortopedista Pediátrico

Dr. João Pedro Ramos Sampaio Rocha é ortopedista especializado em ortopedia pediátrica e neuro-ortopedia. Formado pela Faculdade de Medicina da USP, completou residência em Ortopedia e Traumatologia no Hospital das Clínicas e especializou-se em ortopedia pediátrica e neuro-ortopedia na mesma instituição. Atua como médico assistente e preceptor no HSPM, assistente voluntário do grupo de ortopedia pediátrica do IOT-HC-FMUSP e opera em diversos hospitais de São Paulo. Fundador do Instituto Torus – Ortopedia Pediátrica Especializada. Suas áreas de expertise incluem pé torto congênito, displasia de quadril, paralisia cerebral, doença de Perthes e fraturas infantis. É membro da SBOT, SBOP e AOTrauma Internacional.