- 07/04/2025
- Dr. João Pedro
- Ortopedia, Ortopedia Infantil, Ortopedia Pediátrica
Resumo rápido:
- O que é displasia do quadril?
- Quais são os sintomas da displasia do quadril?
- Quais são as causas da displasia do quadril?
- Como é feito o diagnóstico da displasia do quadril?
- Quais são as opções de tratamento para a displasia do quadril?
- A displasia do quadril pode ser prevenida?
- Quais são as complicações se a displasia do quadril não for tratada?
- A displasia do quadril é hereditária?
- Quais são os fatores de risco para desenvolver displasia do quadril?
- Como é o prognóstico para crianças com displasia do quadril?
O que é displasia do quadril?
A Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ) é uma condição ortopédica caracterizada pelo desenvolvimento anormal da articulação coxofemoral, variando desde uma leve instabilidade até a luxação completa da cabeça femoral em relação ao acetábulo. Historicamente conhecida como “luxação congênita do quadril”, o termo foi atualizado para abranger uma variedade mais ampla de apresentações clínicas.
Quais são os sintomas da displasia do quadril?
Os sinais clínicos da DDQ variam conforme a idade e a gravidade da condição. Nos lactentes, podem ser observados:
Assimetria nas pregas cutâneas da coxa ou nádega;
Limitação da abdução do quadril afetado;
Encurtamento aparente do membro inferior, evidenciado pelo sinal de Galeazzi positivo.
Em crianças mais velhas, podem surgir:
Marcha claudicante;
Dor no quadril ou na região inguinal;
Desigualdade no comprimento dos membros inferiores.
Procurando por: Displasia Congênita do Quadril: Detecção e Tratamento Precoces
Quais são as causas da displasia do quadril?
A Displasia do Quadril possui uma etiologia multifatorial, resultante da interação entre fatores genéticos, mecânicos e ambientais. Segundo Salter (1999), no clássico “Disorders of the Hip in Children”, fatores genéticos desempenham um papel essencial na predisposição familiar, enquanto fatores mecânicos intrauterinos, como o posicionamento fetal inadequado, exercem pressão anormal sobre a articulação do quadril em formação.
Entre os fatores mecânicos, destaca-se a apresentação pélvica durante o parto, que aumenta significativamente o risco de instabilidade da articulação coxofemoral. Já os fatores ambientais incluem restrição de espaço intrauterino, especialmente em primigestas, e condições como oligohidrâmnio.
A orientação de um ortopedista infantil é fundamental para identificar esses fatores de risco precocemente e direcionar condutas preventivas e diagnósticas eficazes.
Como é feito o diagnóstico da displasia do quadril?
O diagnóstico precoce é fundamental e baseia-se em:
Exame físico neonatal, utilizando as manobras de Ortolani e Barlow para detectar instabilidade articular;
Exames de imagem: a ultrassonografia é preferida em bebês até seis meses, enquanto a radiografia é mais indicada após essa idade.
Quais são as opções de tratamento para a displasia do quadril?
O tratamento varia conforme a idade e a gravidade da DDQ:
Recém-nascidos e lactentes até 6 meses: uso do suspensório de Pavlik, que mantém o quadril em posição de flexão e abdução, promovendo o desenvolvimento adequado da articulação.
Lactentes entre 6 e 18 meses: pode ser necessária a redução fechada sob anestesia, seguida de imobilização com gesso pelvipodálico.
Crianças acima de 18 meses: frequentemente requerem intervenção cirúrgica, como osteotomias pélvicas ou femorais, para realinhar e estabilizar a articulação.
A displasia do quadril pode ser prevenida?
Embora a Displasia do Quadril não seja totalmente prevenível, existem medidas preventivas comportamentais que podem reduzir significativamente seu risco. Entre elas, destaca-se evitar envolver o bebê com as pernas estendidas e juntas, prática que limita a mobilidade fisiológica da articulação coxofemoral e pode favorecer o deslocamento da cabeça femoral.
De acordo com Staheli (2001), no renomado livro “Pediatric Orthopedic Secrets”, práticas como o uso de carregadores ergonômicos que mantêm os quadris em abdução e flexão são recomendadas como forma de profilaxia mecânica em recém-nascidos com fatores de risco.
A avaliação precoce por um Ortopedista Pediátrico Especialista em Quadril é essencial para identificar sinais de instabilidade e orientar pais e cuidadores sobre a postura ideal do bebê, além de reforçar a importância do diagnóstico nos primeiros meses de vida, período crítico para a formação adequada da articulação.
Quais são as complicações se a displasia do quadril não for tratada?
Se não tratada, a DDQ pode levar a:
Desigualdade no comprimento dos membros inferiores;
Marcha claudicante;
Desenvolvimento precoce de osteoartrite;
Dor crônica e limitações funcionais.
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A displasia do quadril é hereditária?
A Displasia do Quadril apresenta, sim, um importante componente genético. Estudos demonstram que a condição é mais frequente em famílias com histórico da doença, especialmente quando há parentes de primeiro grau afetados. De acordo com A. T. Tachdjian, no clássico “Pediatric Orthopedics” (4ª ed.), a incidência de displasia é cerca de 12 vezes maior em crianças cujos pais ou irmãos apresentaram a patologia.
Além da predisposição genética, a herança poligênica associada a fatores ambientais contribui para a manifestação clínica. Por isso, é essencial que crianças com antecedentes familiares sejam acompanhadas por um Ortopedista Pediátrico Especialista em Quadril, visando o diagnóstico precoce e a prevenção de complicações
Quais são os fatores de risco para desenvolver displasia do quadril?
Além da história familiar, outros fatores de risco incluem:
Sexo feminino;
Primiparidade (primeira gestação);
Apresentação pélvica ao nascimento;
Oligohidrâmnio (baixo volume de líquido amniótico);
Peso elevado ao nascer;
Deformidades associadas, como torcicolo congênito e deformidades nos pés.
Como é o prognóstico para crianças com displasia do quadril?
O prognóstico é geralmente favorável quando a DDQ é diagnosticada e tratada precocemente. Intervenções adequadas nos primeiros meses de vida podem resultar no desenvolvimento normal da articulação do quadril. No entanto, atrasos no diagnóstico ou tratamento podem aumentar o risco de complicações a longo prazo, como osteoartrite precoce e limitações funcionais.
O Dr João Pedro Rocha, ortopedista pediátrico em São Paulo, oferece diagnóstico e tratamento adequado para DCQ e LCQ. Agende aqui uma consulta para seu filho ou filha.
Dr. João Pedro Rocha
Ortopedista Pediátrico
Dr. João Pedro Ramos Sampaio Rocha é ortopedista especializado em ortopedia pediátrica e neuro-ortopedia. Formado pela Faculdade de Medicina da USP, completou residência em Ortopedia e Traumatologia no Hospital das Clínicas e especializou-se em ortopedia pediátrica e neuro-ortopedia na mesma instituição. Atua como médico assistente e preceptor no HSPM, assistente voluntário do grupo de ortopedia pediátrica do IOT-HC-FMUSP e opera em diversos hospitais de São Paulo. Fundador do Instituto Torus – Ortopedia Pediátrica Especializada. Suas áreas de expertise incluem pé torto congênito, displasia de quadril, paralisia cerebral, doença de Perthes e fraturas infantis. É membro da SBOT, SBOP e AOTrauma Internacional.

